O sucesso da nova temporada de Bridgerton na Netflix reforçou o fascínio global por dramas de época ambientados na aristocracia britânica. Ambientada no início do século XIX e baseada nos livros de Julia Quinn, a série mistura romance, rivalidades sociais e cenários exuberantes, entre bailes, jardins formais e palácios imponentes.
Mas enquanto o público maratona episódios, no Brasil há empreendimentos que já vinham incorporando essa estética muito antes da febre recente.
Luxo com inspiração monárquica
No Sul do país, especialmente em Santa Catarina, construtoras do segmento de alto padrão adotam referências explícitas à monarquia europeia e britânica, tanto no design arquitetônico quanto na identidade dos empreendimentos.
À beira-mar de Itapema (SC), um edifício inspirado na estética de castelos europeus chama atenção pela proposta simbólica e visual. O projeto faz referência ao Rei George IV, monarca do Reino Unido entre 1820 e 1830, período que dialoga diretamente com o contexto histórico retratado em Bridgerton.
Além da fachada com elementos clássicos, o empreendimento aposta em jardins de inspiração europeia na entrada e intervenções artísticas com temática real nos espaços internos.
Arquitetura como narrativa histórica
O projeto integra o portfólio da Gessele Empreendimentos, construtora com 13 anos de atuação no mercado de luxo. A empresa adota como conceito homenagear monarcas e figuras históricas europeias tanto no nome quanto no design de seus prédios.
Entre os edifícios já lançados estão empreendimentos com nomes como:
- Louis XV
- Joseph II
- Marie Antoinette
- Francisco I
- George VI
- Elizabeth II
Segundo Paula Gessele, vice-presidente da construtora, a inspiração não surgiu de forma aleatória:
“Sempre tive uma ligação muito forte com a história e com as artes clássicas. Quando fundamos a Gessele, meu marido João e eu não queríamos desenvolver projetos sem um legado, uma conexão histórica e artística. Nosso objetivo era desenvolver projetos irreplicáveis, porém com uma identidade e que carregassem significado.”
Para estruturar o conceito, a empresa contou com apoio de um especialista em história e realizou viagens para conhecer castelos, palácios e jardins europeus, experiências que serviram como base para transformar referências históricas em elementos arquitetônicos aplicados aos empreendimentos.

Leia mais:
- Paramount supera Netflix na corrida pela Warner Bros.: entenda o acordo de gigantes
- Surfando no hype latino? O debate sobre Bruno Mars e seu novo álbum The Romantic
- Pokémon Day 2026: personagens clássicos ganham novos Funko Pop no Brasil
Entre o streaming e o mercado imobiliário
O interesse por produções de época demonstra como a estética aristocrática continua exercendo forte apelo cultural. Em Bridgerton, isso se traduz em figurinos exuberantes e cenários grandiosos. No mercado imobiliário, o mesmo imaginário é reinterpretado como diferencial competitivo no segmento de luxo.
A conexão entre entretenimento e arquitetura revela um ponto estratégico: símbolos históricos ainda carregam valor aspiracional. E, em um mercado onde identidade é tudo, transformar palácios e monarcas em conceito arquitetônico pode ser uma forma eficiente de se destacar.

Roberto é jornalista e redator especializado em entretenimento e cultura pop. Com 4 anos de experiência na produção de conteúdo para portal de notícias, foca em unir SEO e jornalismo de qualidade para trazer os melhores ângulos factuais sobre música, cinema, séries, games, comportamento e cultura.
