Dia dos Namorados sem extravagâncias: brasileiros trocam gastos altos por celebrações mais simples

Comportamento

O Dia dos Namorados continua firme no calendário afetivo dos brasileiros, mas a forma de comemorar está mudando. Mesmo com o orçamento mais apertado para parte da população, a maioria pretende manter a tradição em 12 de junho. A diferença é que os jantares sofisticados e os presentes caros estão dando espaço para experiências mais simples, muitas delas dentro de casa.

É o que aponta uma pesquisa inédita da Hibou Pesquisas & Insights em parceria com a Score Agency. O levantamento mostra que 56% dos brasileiros planejam celebrar a data neste ano. Entre eles, 28% pretendem criar um momento especial em casa, enquanto 23% devem sair para jantar e 21% apostam na troca de presentes.

O estudo também revela que o cenário econômico influencia diretamente as escolhas. Quase metade dos entrevistados afirma que o orçamento está mais apertado e que fará menos compras. Ainda assim, 15% dizem que vão manter a tradição da comemoração apesar das dificuldades financeiras.

Casa, vinho e companhia ganham espaço

A preferência por celebrações domésticas aparece em diferentes recortes da pesquisa. Entre aqueles que consideram comida ou bebida indispensáveis para a ocasião, o vinho lidera com folga. A bebida foi citada espontaneamente por 55% dos entrevistados e alcançou 61% das menções quando os participantes receberam opções de resposta.

A trilha sonora da data também revela perfis distintos. Sertanejo e MPB aparecem empatados na liderança das preferências, ambos com 25% das citações. Enquanto o primeiro domina entre adultos de 35 a 44 anos, a MPB conquista maior espaço entre os entrevistados mais velhos.

Quando o assunto é relacionamento, palavras ligadas à convivência e ao respeito aparecem no topo das respostas. Companheirismo, parceria e compartilhamento de bons momentos lideram as associações espontâneas sobre o significado de namorar.

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Consumidor busca significado antes de preço

A pesquisa mostra ainda que os brasileiros estão mais atentos ao valor emocional dos presentes. Para 38% dos entrevistados, a intenção e o carinho são os fatores que definem um bom presente. Em seguida aparecem a vontade de entregar algo que a pessoa realmente deseja ganhar e a capacidade de surpreender.

O comportamento também influencia o orçamento. Entre aqueles que pretendem gastar, 43% estabeleceram um limite de até R$ 250. Outros 31% planejam desembolsar entre R$ 250 e R$ 500.

A internet segue como principal fonte de inspiração para as compras. Quase metade dos entrevistados busca ideias online, enquanto as redes sociais aparecem como o canal de maior influência na decisão de compra.

Alẽm de uma data criada para consumir, o Dia dos Namorados de 2026 parece refletir uma busca por experiências afetivas que caibam no bolso. Em vez de abrir mão da celebração, muitos casais optam por adaptar os planos e priorizar o tempo compartilhado.

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