Brasil x Japão: cinco hábitos da cultura japonesa que costumam surpreender turistas brasileiros

Comportamento

O duelo entre Brasil e Japão pelas oitavas de final da Copa do Mundo promete chamar a atenção dos torcedores dentro e fora de campo. Enquanto as seleções disputam uma vaga na próxima fase do torneio, o país asiático também desperta curiosidade por hábitos que fazem parte do cotidiano da população e impressionam visitantes de todo o mundo. Em 2025, o Japão recebeu um recorde de 42,6 milhões de turistas internacionais, incluindo mais de 110 mil brasileiros.

Especializada em viagens para destinos asiáticos, a Quickly Travel afirma que muitos brasileiros chegam ao país atraídos pela gastronomia, pela tecnologia e pela cultura pop, mas voltam encantados com costumes que tornam a experiência ainda mais marcante.

Cinco costumes do Japão que impressionam quem visita o país

Um dos hábitos mais conhecidos é o cuidado com os espaços públicos. As imagens de torcedores japoneses recolhendo o próprio lixo após partidas de futebol ganharam repercussão internacional e refletem um comportamento presente também nas ruas, parques, estações ferroviárias e pontos turísticos, onde a limpeza é encarada como uma responsabilidade coletiva.

Outro aspecto que costuma surpreender é a pontualidade. Trens, ônibus e atrações seguem horários rigorosos, permitindo deslocamentos rápidos entre cidades como Tóquio, Kyoto, Osaka e Hiroshima e facilitando o planejamento dos visitantes.

A organização também aparece nas filas e no respeito ao silêncio. Em estações de metrô, elevadores e lojas, as pessoas aguardam sua vez de maneira ordenada, enquanto falar ao telefone ou conversar em voz alta dentro dos vagões é considerado inadequado.

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Futebol aproxima brasileiros e japoneses

Embora o beisebol siga entre os esportes mais populares do Japão, o futebol conquistou espaço nas últimas décadas. A passagem de Zico pelo Kashima Antlers nos anos 1990 ajudou a impulsionar a modalidade no país e fortaleceu a ligação entre brasileiros e japoneses.

Outro diferencial lembrado por quem visita o destino é o conceito de omotenashi, a tradicional hospitalidade japonesa. Segundo Mami Fumioka, cofundadora e vice-presidente da Quickly Travel, pequenos gestos fazem parte da experiência dos turistas, como funcionários que acompanham clientes até a saída das lojas ou moradores que se esforçam para ajudar visitantes, mesmo sem falar outros idiomas.

Para quem deseja conhecer o país, a especialista recomenda reservar entre 10 e 14 dias para explorar diferentes regiões e vivenciar a cultura local com mais profundidade. Além da famosa primavera das cerejeiras, o outono também é apontado como um dos melhores períodos para viajar, graças ao clima agradável e às paisagens coloridas.

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