A estreia de Backrooms nos cinemas levou para um público ainda maior um dos universos de terror mais populares da internet nos últimos anos. Produzido pela A24 e dirigido por Kane Parsons, criador da famosa websérie baseada na creepypasta dos Backrooms, o filme amplia a mitologia do chamado “Complexo” e responde algumas perguntas que intrigam fãs desde os primeiros vídeos publicados no YouTube.
Embora funcione como uma história independente, o longa mantém conexões importantes com o material original e apresenta conceitos centrais para compreender esse universo de corredores infinitos, entidades misteriosas e experimentos científicos que deram errado. As informações são baseadas no artigo do Bloody Disgusting.
O que é o Complexo?
No universo de Backrooms, o Complexo é o nome oficial dado ao fenômeno conhecido popularmente como Backrooms. Trata-se de um espaço liminar aparentemente infinito, formado por corredores, salas vazias e ambientes desconectados da realidade convencional.
No filme, esse lugar surge como uma dimensão paralela acessada por meio de falhas espaciais. Pessoas podem acabar presas ali acidentalmente, enquanto cientistas tentam entender sua origem e funcionamento.
Quem é o Instituto Async?
Um dos elementos mais importantes da mitologia é o Instituto de Pesquisa Async, organização responsável por investigar o Complexo há décadas.
No longa, a Async aparece de forma discreta, mas desempenha papel fundamental na trama. A instituição instala equipamentos de monitoramento dentro dos Backrooms, constrói armadilhas para estudar anomalias e tenta controlar o acesso ao local.
A grande suspeita é que os próprios experimentos da organização tenham contribuído para tornar os portais entre realidades mais frequentes, aumentando o número de desaparecimentos.
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Quem é Naren Warne?
Entre as ligações mais diretas com a websérie está Naren Warne, cientista da Async que aparece no prólogo do filme.
Durante uma missão de exploração, ele se perde dentro do Complexo e registra seus últimos momentos em uma gravação no estilo found footage. A sequência funciona como uma ponte entre a produção cinematográfica e os vídeos que ajudaram a popularizar os Backrooms na internet.
Os monstros têm uma nova origem
O filme também expande a explicação para as criaturas que habitam o Complexo.
Na websérie original, uma das teorias envolve uma colônia mutante de bactérias conhecidas como “Hay Bacillus”, que teria desenvolvido formas humanoides. Já o longa sugere uma ligação com as chamadas “Still Lifes”, versões distorcidas de seres vivos que ficaram presos nos Backrooms por tempo demais.
Essa mudança amplia o horror psicológico da narrativa ao indicar que qualquer pessoa perdida no Complexo pode acabar se transformando em algo irreconhecível.
Como o filme se conecta à websérie?
Apesar de não exigir conhecimento prévio, o filme está repleto de referências para os fãs mais atentos. Há recriações de cenários clássicos, elementos visuais retirados diretamente da creepypasta original e diversas pistas espalhadas ao longo da história.
Além disso, a produção sugere que os eventos do longa funcionam como uma espécie de prelúdio para a cronologia apresentada nos vídeos de Kane Parsons, expandindo o universo sem depender totalmente dele.
Ao apostar em uma narrativa mais acessível e, ao mesmo tempo, aprofundar conceitos importantes da mitologia, Backrooms conseguiu transformar um fenômeno da internet em uma franquia capaz de dialogar tanto com veteranos quanto com quem está entrando agora nesse labirinto sem saída.

Roberto é jornalista e redator especializado em entretenimento e cultura pop. Com quase uma década de experiência na produção de conteúdo para portal de notícias, foca em unir SEO e jornalismo de qualidade para trazer os melhores ângulos factuais sobre música, cinema, séries, games, comportamento e cultura.
