Rock in Rio 2026 pode custar até R$ 4,3 mil para turistas; estudo mostra como planejar os gastos

Comportamento

Quem pretende aproveitar dois dias do Rock in Rio 2026 precisará incluir o festival no planejamento financeiro. Um levantamento da Rico estima que um turista que viaje de São Paulo ao Rio de Janeiro pode desembolsar cerca de R$ 4.338, considerando ingressos, passagens aéreas, hospedagem, alimentação, bebidas e transporte local. Para quem mora na capital fluminense, o custo cai para R$ 2.030, já que não há despesas com viagem e estadia.

A próxima edição do Rock in Rio acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro de 2026.

Ingressos continuam entre os maiores gastos do festival

Segundo o estudo, os ingressos representam a maior fatia do orçamento. Para dois dias de evento, o valor estimado chega a R$ 1.740, equivalente a aproximadamente 86% dos gastos de um morador do Rio de Janeiro.

Já para quem viaja de São Paulo, hospedagem (R$ 1.600) e passagens aéreas (R$ 528) também têm peso significativo no orçamento, além de alimentação (R$ 200), bebidas (R$ 70) e transporte dentro da cidade (R$ 200).

Na comparação com a edição de 2019, o custo total para o turista aumentou 43,9%. Os maiores reajustes ocorreram nos preços da alimentação, do transporte local e dos ingressos. Apesar disso, em relação a 2024, o orçamento permaneceu praticamente estável graças à redução nas tarifas aéreas.

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Planejamento antecipado ajuda a evitar dívidas

A Rico recomenda tratar o festival como uma meta financeira, definindo quanto será necessário economizar antes da compra dos ingressos.

De acordo com a simulação, quem pretende juntar o equivalente ao custo de um turista para uma próxima edição precisaria investir cerca de R$ 159 por mês no Tesouro Selic ou R$ 167 mensais na poupança, considerando uma meta de R$ 4.338 até 2028. Para moradores do Rio, os aportes estimados são de R$ 74 mensais no Tesouro Selic ou R$ 78 na poupança para alcançar R$ 2.030.

O estudo também aponta algumas estratégias para reduzir os custos, como comprar ingressos antecipadamente, utilizar meia-entrada quando houver direito, dividir hospedagem e transporte com amigos e parcelar despesas apenas quando as parcelas couberem no orçamento.

Segundo a educadora financeira Thaísa Durso, da Rico, organizar todos os gastos com antecedência é a melhor forma de aproveitar o festival sem comprometer as finanças e evitar surpresas na fatura após o evento.

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